Eritema Elevado Diutino

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O eritema elevatum diutinum (EED) é vasculite cutânea crônica rara que acomete principalmente adultos entre 30 e 60 anos, e não apresenta aparentemente predileção por sexo ou raça. Seus aspectos histológicos caracterizam- se pela vasculite leucocitoclástica com infiltrado de polimorfonucleares e depósito de fibrina no derma.

Sua etiologia ainda é desconhecida, sendo uma das teorias mais descritas na literatura a de que existam depósitos de imunocomplexos nos vasos dérmicos, os quais seriam decorrentes de altos níveis de anticorpos oriundos de exposição excessiva a antígenos (infecções recorrentes, principalmente por estreptococos). Lesões características foram reproduzidas após injeção intradérmica de antígeno estreptocócico. Entretanto, mesmo que exista essa associação, a etiologia do EED não pode ser atribuída unicamente a esse fator, já que existem muitos casos associados com doenças autoimunes, reumatológicas e neoplásicas.

O EED tipicamente inicia com máculas ou pápulas eritêmato-violáceas, que coalescem formando placas ou nódulos. As lesões têm distribuição simétrica e predominam nas superfícies extensoras das articulações. Lesões tardias são eritêmato-acastanhadas e de consistência firme, lembrando queloides ou xantomas. Costumam ser assintomáticas, porém o paciente pode ter dor ou prurido, e manifestações extracutâneas, como artralgia e febre, podem estar presentes.

Referências

  • Costa, Francine Batista, Duquia, Rodrigo Pereira, Souza, Paulo Ricardo Martins, Vettorato, Gerson, & Almeida Jr, Hiram Larangeira de. (2009). Caso para diagnóstico. Anais Brasileiros de Dermatologia84(4), 429-430.