Febre Maculosa

febre maculosa

A febre maculosa das Montanhas Rochosas é causada pela bactéria Rickettsia rickettsii. Carrapatos transportando R. rickettsii são a fonte mais comum de infecção. A febre maculosa, inicialmente denominada febre maculosa das Montanhas Rochosas, foi identificada pela primeira vez no Estado de Idaho, nos Estados Unidos, no final do século XIX. No Brasil, a febre maculosa também é conhecida como tifo transmitido pelo carrapato, febre petequial ou febre maculosa brasileira. Foi reconhecida pela primeira vez, no Brasil, em 1929, em São Paulo. Logo depois, foi descrita em Minas Gerais e no Rio de Janeiro

Quadro Clínico – Embora a maioria dos pacientes  tenha uma erupção cutânea, em 4–26%, a erupção está ausente.

A erupção aparece inicialmente como máculas vermelhas. As máculas são de 1 a 5 mm de tamanho e podem coçar. A erupção cutânea tipicamente começa nos tornozelos e punhos, depois se espalha para as regiões palmar e plantar (em cerca de 50% dos pacientes). A erupção então se espalha para os membros para o tronco. O rosto geralmente permanece livre de erupções, mas pode ser afetado mais tarde no curso da doença.
Em poucos dias, as lesões progridem para se tornarem pápulas, petéquias e equimoses.
A erupção pode se tornar hemorrágica em cerca de 50% dos casos; ou necrótica em 4%. Essas complicações geralmente ocorrem nas pernas, no escroto ou na vulva.
A erupção geralmente aparece nos dias 3 a 5 da doença, mas isso pode ser altamente variável.
Conforme o paciente se recupera, a pele pode ficar sensível e pode se desprender em escamas. Em casos graves, pode haver descamação da pele, particularmente a pele das extremidades e genitais externos. Isto pode assemelhar-se à coagulação intravascular disseminada.
Áreas de petéquias podem resultar em pequenas cicatrizes. Em casos raros, necrose grave e gangrena podem exigir amputação.

Referências

  • Fiol, Fernando de Sá Del; Junqueira, Fábio Miranda; Rocha, Maria Carolina Pereira da; Toledo, Maria Inês de; Barberato Filho, Silvio. Revista Panamericana de Salud Pública, Jun 2010, Volume 27  6 Páginas 461 – 466.