Granuloma facial

granuloma facial

O granuloma facial é uma dermatose idiopática rara, de curso benigno e progressão crônica, que acomete predominantemente homens brancos de meia-idade. Clinicamente, manifesta-se pela presença de pápulas, placas ou nódulos eritêmato-acastanhados, únicos ou múltiplos, bem delimitados e com superfície lisa, que também podem apresentar exacerbação dos orifícios foliculares e telangiectasias. A face é o sítio mais acometido, mas há relatos de casos extra faciais e disseminados. As lesões são freqüentemente assintomáticas e o paciente pode apresentar prurido ou sensação de queimação. O diagnóstico é confirmado através de exame histológico onde se evidencia um infiltrado celular misto e denso, composto por linfócitos, neutrófilos, plasmócitos e eosinófilos, separado da epiderme por uma zona de Grenz proeminente. O infiltrado é predominantemente perivascular; vasculite leucocitoclástica pode existir em novas lesões e fibrose nos mais velhos. A doença costuma ser difícil de tratar e tem caráter recorrente, com períodos de exacerbação.

Entre os principais diagnósticos diferenciais estão o linfoma e o pseudo-linfoma, a sarcoidose, o lúpus eritematoso tumidus, a erupção polimorfa à luz, o eritema pigmentado fixo, o eritema elevatum diutinum, o granuloma de corpo estranho e a rosácea granulomatosa.

Referências

  • Lima, Raquel Sucupira Andrade, Maquiné, Gustavo Ávila, Silva Junior, Renato Cândido da, Schettini, Antonio Pedro Mendes, & Santos, Mônica. (2015). Granuloma faciale: a good therapeutic response with the use of topical tacrolimus. Anais Brasileiros de Dermatologia90(5), 735-737.