Granuloma por silicone (Siliconomas)

siliconoma

O silicone líquido industrial tem sido introduzido no organismo humano de forma clandestina, com a finalidade de corrigir defeitos, depressões irregularidades e para aumentar volumes, tanto em mulheres como em homens ou transgêneros. Apesar dos grandes efeitos maléficos desse procedimento, ele é aplicado em larga escala, com relatos desastrosos de seu uso, além de sua aplicação sem os cuidados básicos com assepsia e antissepsia, em locais com higiene precária.

As complicações podem ser precoces, advindas das aplicações sem os cuidados básicos de assepsia e antissepsia, tais como infecções e necroses teciduais, e tardias, ocorrendo a migração do produto pelo sistema linfático, venoso ou mesmo pela força da gravidade, migrando para outras regiões.

O silicone injetado sofre reações típicas a corpo estranho, sendo encapsulado e, a longo prazo, envolto em fibrose calcificada que adquire consistência pétrea, endurecida, apresentando irregularidades e, algumas vezes, quando superficial, com discromia da pele.

Referências

  • Dornelas, Marilho Tadeu, Correa, Marilia de Pádua Dornelas, Barra, Felipe Marcellos Lemos, Sá Junior, Carlos Alberto Correa de, Dornelas, Marcília de Cássia, Sant’Anna, Ludmila Leite, Netto, Gabriel de Mendonça, & Arruda, Fabrizio Romagnoli de. (2011).