Infecções por Micobactérias

micobacteria

M. abscessus, M. fortuitum e M. chelonae são apontadas como as micobactérias de crescimento rápido mais frequentemente envolvidas em infecções de pele e tecidos moles. Essas três espécies foram associadas a infecções em serviços de saúde, incluindo cateteres intravenosos e peritoniais de longa permanência, abscessos após injeções, infecções em sítio cirúrgico, feridas após operações cardíacas, mastoplastias e oculares.

As características clínicas da infecção de sítio cirúrgico causada por micobactérias em cirurgia plástica geralmente aparecem várias semanas ou alguns meses após o procedimento, habitualmente quatro a seis semanas. O quadro envolve eritema local, enduração, microabscessos e drenagem serosa. Enquanto febre, calafrios ou outras manifestações de infecção sistêmica são raras. A drenagem pode ser purulenta, mas frequentemente é incolor e sem odor, lembrando um seroma estéril. Geralmente, o diagnóstico não é suspeitado inicialmente, as lesões são tratadas com incisão simples, drenagem e antibioticoterapia com um curso curto de cefalosporina oral. Entretanto, o paciente não responde a esse esquema de tratamento inicial, levando ao retardo no diagnóstico.

Em infecções leves e moderadas, que correspondem a maioria dos casos, o tratamento pode ser feito por via oral, sendo recomendada a associação de claritromicina com um ou dois dos seguintes antimicrobianos: ciprofloxacino, sulfametoxazol-trimetoprim e tetraciclina.

Referências

  • Macedo JLS, Henriques CMP. Infecções pós-operatórias por micobactérias de crescimento rápido no Brasil. Rev. Bras. Cir. Plást.2009;24(4):544-551
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