Micose Fungóide Granulomatosa

micose fungoide granulomatosa

A micose fungoide granulomatosa foi descrita pela primeira vez por Ackerman e Flaxman em 1970. É caracterizada na histopatologia por difusa infiltração da derme por células linfoides com núcleos hiperconvolutos, entremeada por focos de reação inflamatória granulomatosa com células epitelioides e gigantes. É mais frequente no sexo masculino, entre a quinta e a sexta décadas de vida. O quadro clínico é variável, podendo apresentar-se como pápulas, placas ou nódulos ulcerados.

O diagnóstico de micose fungoide granulomatosa é estabelecido após a observação de infiltrado granulomatoso. Ocasionalmente, observa-se denso infiltrado inflamatório com linfócitos atípicos pleomórficos no subcutâneo. O achado de epidermotropismo é fundamental para firmar esse diagnóstico. Quando isso não acontece, o atraso diagnóstico é de, em média, 9 anos e, em geral, só acontece após várias biópsias.

Diferentes padrões histopatológicos granulomatosos são associados ao linfoma cutâneo, sendo o mais comum o epitelioide, porém há descrições na literatura de formas que mimetizam também granuloma anular, necrobiose lipoídica, rosácea granulomatosa e paniculite granulomatosa, podendo coexistir, no mesmo paciente, mais de um padrão.

Referências

  • Pousa CMFL, Nery NS, Mann D, Obadia DL, Alves MFGS. Micose fungoide granulomatosa: um desafio diagnóstico. An Bras Dermatol. 2015;90(4):554-6.