Pitiríase rósea

pitiriase rosea

É uma doença inflamatória aguda da pele, que regride espontaneamente, normalmente sem deixar sequelas, em período que varia de quatro a oito semanas. Atinge todas as idades, embora seja mais comumente observada entre 10 e 35 anos. Apesar de exaustivas pesquisas, sua etiologia ainda permanece desconhecida.
A pitiríase rósea geralmente é doença assintomática e em cerca de 80% apresenta quadro clínico típico, tanto das lesões dermatológicas como do curso evolutivo. Aproximadamente 5% dos casos podem apresentar sintomas prodrômicos tais como cefaléia, artralgias, astenia, vômitos, diarréia e mais raramente tonsilite, amigdalites, faringites e linfoadenopatia generalizada.A lesão clínica inicial ou precursora é conhecida por medalhão ou placa mãe. Essa lesão ocorre em 50% a 94% dos casos como placa única, solitária, eritêmato-escamosa, de crescimento centrífugo, de forma arredondada ou ovalada, medindo de dois a 10cm de diâmetro. O centro da lesão tem aparência mais clara, e a borda externa é mais rósea e exibe delicado colarete periférico de escamas finas. A lesão da placa mãe geralmente precede em média sete a 14 dias o aparecimento das lesões secundárias. A placa mãe habitualmente é mais observada na região anterior do tórax, podendo, em ordem decrescente, ocorrer em outros sítios tais como pescoço, dorso, abdômen e raiz dos membros. O segundo período da doença conhecido por erupção secundária, rash secundário ou período eruptivo, caracteriza-se pelo aparecimento de múltiplas lesões eritêmato-pápulo-escamosas de aspecto semelhante ao da placa mãe. Contudo, essas lesões são menores, com diâmetro variável de 0,5 a 1,5cm, e freqüentemente se localizam no pescoço, tronco e raiz dos membros. No tronco, as lesões geralmente se distribuem em paralelo, ao longo das linhas de clivagem da pele (Langer’s lines) dando o típico aspecto descrito como árvore de natal. O estágio secundário regride normalmente entre duas e quatro semanas. A fase inicial com o aparecimento da placa mãe e a erupção secundária compreende evolução total média de oito semanas, podendo se estender até 12 semanas. Entretanto, existem casos mais crônicos, de até seis meses de evolução, e casos recorrentes, que cursam com episódios de recorrência com até cinco anos de duração.

Referências

  • Miranda, Sandra Maria Bitencourt, Delmaestro, Délio, Miranda, Paulo Bittencourt de, Filgueira, Absalom Lima, & Pontes, Luciane Faria de Souza. (2008). Pitiríase rósea. Anais Brasileiros de Dermatologia83(5), 461-469.
  • Sociedade Brasileira de Dermatologia. Pitiríase Rósea. Disponível em: <http://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/pitiriase-rosea/54/> Acesso em 14 de maio de 2018.