Tuberculose cutânea verrucosa

tuberculose cutanea verrucosa

A tuberculose cutânea verrucosa é a forma mais comum de tuberculose exógena, é o resultado de inoculação primária em indivíduos previamente sensibilizados que mantêm imunidade moderada a alta contra o M. tuberculosis. No passado, profissionais como anatomistas e médicos eram propensos a esse tipo de doença, como resultado da inoculação direta do bacilo através da pele lesada.  Nas zonas tropicais, a tuberculose cutânea verrucosa é vista com mais frequência em crianças, devido ao hábito de andar descalço em solo contaminado por escarro tuberculoso; tornozelos e nádegas são as áreas mais afetadas nesse grupo.

As lesões geralmente são solitárias, indolores e predominam em localizações anatômicas propensas a traumas, como dedos das mãos e pés. Começam como pápulas eritematosas circundadas por um halo inflamatório purpúrico que evolui para placas verrucosas assintomáticas, com 1 a 5 cm de diâmetro. O crescimento ocorre por extensão periférica, às vezes acompanhada de atrofia central. Podem ulcerar. A tuberculose cutânea verrucosa tende a persistir por muitos anos se não for tratada, embora a resolução espontânea também possa ocorrer. A infecção bacteriana secundária e a elefantíase são possíveis complicações das lesões extensas que afetam as extremidades.

Referências

  • Santos, Josemir Belo dos, Figueiredo, Ana Roberta, Ferraz, Cláudia Elise, Oliveira, Márcia Helena de, Silva, Perla Gomes da, & Medeiros, Vanessa Lucília Silveira de. (2014). Cutaneous tuberculosis: epidemiologic, etiopathogenic and clinical aspects – Part I. Anais Brasileiros de Dermatologia89(2), 219-228.
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